Para quem tiver dificuldades em aceder ao livro Homem de palavra[s], deixamos aqui o índice dos poemas que compõem este livro, no caso de haver alguém que pretenda pesquisar os poemas em antologias ou na obra completa do autor.
A Biblioteca possui um exemplar disponível para empréstimo.
24/11/2009
Em Dezembro, à chaminé...
10 de Dezembro | 21h00
Inverno e verão
Tu trazes até mim a tua longa mão
estende-la como uma ponte entre nós dois inverno e verão
garantes que ela tem por trás o coração
e no entanto só te chamo irmão
cada um de nós é como antes uma solidão
e nada significa a nossa saudação
in Homem de Palavra[s]
Local: Sala Multimédia - Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Convidada: Graça Silva, professora de língua portuguesa
Dinamizado por Miguel Duarte
23/11/2009
A nossa convidada
Na última sessão de Quintas com Livros, tivemos como convidada Isabel Morgado, professora com imenso gosto pela leitura e pela escrita.
Partilhamos aqui um texto que Isabel Morgado escreveu acerca dos livros que mais a marcaram na sua vida:
"Este foi o primeiro livro que não consegui terminar. No entanto, é o meu livro de eleição. Pode parecer um paradoxo, mas é verdade. A primeira vez que li Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, vi-me confrontada com ataques de pânico e escondi-o na estante mais próxima. Muito mais tarde (uns bons anos mais tarde), li-o de uma assentada e ficou gravado em mim. Tão gravado como o autocolante que trazia na capa e que dizia “Inesquecível” - isto foi há vinte e cinco anos. E nunca nada, para mim, foi tão verdade.
Este romance parece tão fácil que, se tentasse contar a sua história, diriam “Só isso?” Mas é mais. Muito mais…é realismo mágico e magia do realismo. Imaginem que no princípio existia o nada. O mundo era tão recente que as coisas precisavam de nome. Depois chegaram os Buendía e, com eles, Macondo. Pois o livro é isso: de forma mágica, conta-se, em ritmo de crónica natural, a história do acontecer das coisas em Macondo. E conta-se em ritmo binário, polvilhado de um pó que vem do fundo dos tempos…
Depois (ou antes, porque o li mais cedo) apaixonei-me por O Lobo das Estepes (Herman Hesse), por essa solidão dos que pensam com profundidade, que procuram sentidos com paixão, com desespero… E perdi-me entre o sentido do ser e a origem da personalidade."Algumas sugestões de leituras... por Isabel Morgado:
- Lua-de-mel, Banana Yashimoto. Cavalo de Ferro
- História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luis Sepúlveda. Edições Asa
- Firmin, Sam Savage. Planeta
- A feiticeira de Florença, Salman Rushdie. Publicações Dom Quixote
- O leitor, Bernhard Schlink. Edições Asa
- O rapaz do pijama às riscas, John Boyne. Edições Asa
- A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafón. Publicações Dom Quixote
A viagem...
Que mais é a vida do que o caminhar para o que de mais certo nos espera? A morte…
A Viagem do elefante apresenta-se-nos assim, como uma metáfora para o percurso da vida humana.
Neste livro, onde o autor se dirige ao leitor sem intermediários, quase como quem conta uma história à lareira, tudo se move à volta de Salomão, um elefante levado de Lisboa para Viena, após ter sido oferecido por D. João III ao arquiduque Maximiliamo como presente de casamento.
Saramago pegou num episódio histórico e foi compondo a seu gosto, destacando alegorias e pincelando com várias camadas de humor e ironia, expondo a crítica à Igreja, ao poder, à sociedade…
Esta sessão destacou-se pela intervenção muito activa de todos os participantes. È uma obra que acaba por tocar a todos e que não deixa de ter relevo no universo saramaguinano, não só pela forma como está escrita, como até mesmo pela temática abordada. Foi um livro escrito em condições de saúde muito precária e poderemos mesmo arriscar, que esta viagem de Salomão acaba por espelhar, ela mesma, um percurso, também ele, autobiográfico.
A Viagem do elefante apresenta-se-nos assim, como uma metáfora para o percurso da vida humana.
Neste livro, onde o autor se dirige ao leitor sem intermediários, quase como quem conta uma história à lareira, tudo se move à volta de Salomão, um elefante levado de Lisboa para Viena, após ter sido oferecido por D. João III ao arquiduque Maximiliamo como presente de casamento.
Saramago pegou num episódio histórico e foi compondo a seu gosto, destacando alegorias e pincelando com várias camadas de humor e ironia, expondo a crítica à Igreja, ao poder, à sociedade…
Esta sessão destacou-se pela intervenção muito activa de todos os participantes. È uma obra que acaba por tocar a todos e que não deixa de ter relevo no universo saramaguinano, não só pela forma como está escrita, como até mesmo pela temática abordada. Foi um livro escrito em condições de saúde muito precária e poderemos mesmo arriscar, que esta viagem de Salomão acaba por espelhar, ela mesma, um percurso, também ele, autobiográfico.
05/11/2009
Saramago
José Saramago não é um autor desconhecido... Constantemente rodeado de polémica, os seus livros são há muito procurados, quer por seguidores da sua literatura, quer por leitores curiosos.
Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1998.
Para quem sentir curiosidade em conhecer melhor o autor do livro para a próxima sessão, A viagem do elefante, poderá fazê-lo aqui.
Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1998.
Para quem sentir curiosidade em conhecer melhor o autor do livro para a próxima sessão, A viagem do elefante, poderá fazê-lo aqui.
27/10/2009
Para Novembro...
12 Novembro | 21h00
Se Gilda não me tivesse convidado para jantar no restaurante O Elefante, este livro não existiria. Foi preciso que os ignotos fados se conjugassem na cidade de Mozart para que eu pudesse ter perguntado: «Que figuras são aquelas?» As figuras eram umas pequenas esculturas de madeira postas em fila, a primeira das quais, olhando da direita para a esquerda, era a nossa Torre de Belém. Vinham a seguir representações de vários edifícios e monumentos europeus que manifestamente enunciavam um itinerário. Foi-me dito que se tratava da viagem de um elefante que, no século XVI, exactamente em 1551, sendo rei D. João III, foi levado de Lisboa a Viena. Pressenti que podia haver ali uma história e fi-lo saber a Gilda Lopes Encarnação. Ela achou que sim, ou que talvez, e prontificou-se para me ajudar a obter a indispensável informação histórica. O livro resultante está aqui…
José Saramago, prefácio de A viagem do elefante
Local: Sala Multimédia - Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Convidada: Isabel Morgado, professora com imenso gosto pela leitura e pela escrita
Dinamizado por Goretti Cascalheira e Isabel Raminhos
21/10/2009
O nosso convidado de Outubro foi...
João Garcia Miguel
Director do Teatro-Cine, professor, encenador e artista.
Director do Teatro-Cine, professor, encenador e artista.
Partilhou connosco o livro Walden ou a vida nos bosques de Henry David Thoreau (Ed. Antígona).
Publicado em 1854, é um livro peculiar, escrito na primeira pessoa, onde estão espelhadas as ideias do autor quanto à maneira de viver uma vida simples, em harmonia com a natureza, procurando o equilíbrio do homem consigo próprio e a relação deste com o mundo em que vive e que o rodeia.
Numa cabana, na orla do lago Walden, Thoreau vê o mundo como algo violento (civilização ocidental) e pretende, com este livro, mostrar-nos o oposto.
08/10/2009
Prémio Nobel da Literatura 2009
O Prémio Nobel da Literatura 2009 foi atribuído a Herta Müller, escritora alemã de origem romena, de 56 anos.
Segundo a Academia sueca, a escritora consegue "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".
Em Portugal, estão editados os seguintes livros:
- O homem é um grande faisão sobre a terra, Cotovia
- A terra das ameixas verdes, Difel
06/10/2009
Sobre Philippe Claudel
Escritor, argumentista e realizador, Philippe Claudel nasceu na Lorena em 1962.
É mestre de conferências na Universidade de Nancy, onde lecciona no Instituto de Cinema e Audiovisual.
O seu romance Almas cinzentas foi galardoado com o Prémio Renaudot (França) em 2003 e o Prémio Literário Martin Beck (Suécia) em 2006, sendo adaptado ao cinema em 2005.
Está também prevista uma adaptação cinematográfica de A neta do senhor Linh.
Em 2008, Philippe Claudel realizou Il ya a longtemps que je t'aime, um filme com a participação de Kristen Scott Thomas e Elsa Zylberstein, premiado com César du Meilleur Premier Film.
Livros de Philippe Claudel editados em Portugal, pela Editora Asa:
Almas cinzentas, 2004
A neta do senhor Linh, 2006
O barulho das chaves, 2008
Desisto, 2009
O relatório de Brodeck, 2009
30/09/2009
Em Outubro, no Quintas
15 de Outubro | 21h00
Numa fria manhã de Novembro, depois de uma penosa viagem de barco, um ancião desembarca num país que não é o seu, onde não conhece ninguém e cuja língua ignora. O Senhor Linh foge de uma guerra que lhe roubou a família e a aldeia onde sempre viveu, para o deixar rodeado de morte e devastação. A guerra acabou com tudo, excepto com a sua neta, uma menina tranquila que adormece serenamente sempre que o avô lhe canta uma melodia que as mulheres da sua família transmitiram de geração em geração. Instalado num centro de acolhimento para refugiados, o Senhor Linh sobrevive apenas em função da neta, até ao momento em que conhece o Senhor Bark, um homem robusto e afável cuja mulher morreu recentemente. Um afecto espontâneo nasce entre estes dois solitários que falam línguas distintas mas que são capazes de se compreender entre silêncios e pequenos gestos. Ambos se encontram regularmente num banco com vista para o parque até ao dia em que os serviços sociais levam o Senhor Linh para um local que ele não está autorizado a abandonar. O Senhor Linh consegue, contudo, escapar com a neta e penetrar na cidade desconhecida, decidido a encontrar o seu único amigo. A sua coragem e determinação vão conduzi-lo a um desenlace inesperado e profundamente comovente.
Local: Sala Multimédia - Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Convidado: João Garcia Miguel, director artístico do Teatro-Cine, professor, encenador, artista
Dinamizado por Isabel Raminhos
Subscrever:
Mensagens (Atom)






