18/02/2010
10/02/2010
Manuela Catarino - Nota Biográfica
Manuela Catarino nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1957. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestre em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Professora do Ensino Secundário, desde 1975, exerce funções na Escola Secundária com 3º Ciclo de Madeira Torres. Tem-se dedicado à investigação histórica, no âmbito da História Local, e também como membro do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa.
Guerra Peninsular na Literatura - 24 de Fevereiro
24 Fevereiro 2010
(4ª feira)
21h00
Corre o ano de 1810, Napoleão, na sua determinação de conquistar Portugal e empurrar os ingleses para o mar, depara-se com o capitão Richard Sharpe que luta bravamente perante várias dificuldades. Um perigo maior surge da parte de dois corruptos irmãos portugueses — o major Ferreira, oficial de alta patente do exército português e o irmão, alcunhado de Ferrabrás (segundo o lendário gigante português) que nada deve à respeitabilidade, preferindo fazer-se valer pela rude força física e pura intimidação. Ferrabrás jura vingança e trama uma armadilha para matar Sharpe e aqueles que lhe são próximos — o experiente sargento Harper, seu amigo, o oficial português Jorge Vicente e uma irritadiça, mas adorável governanta inglesa. Enquanto a cidade de Coimbra é incendiada e pilhada, Sharpe e os seus companheiros preparam uma fuga arrojada, assegurando-se de que Ferrabrás os seguirá no caminho para Lisboa, para a boca de uma cilada estendida por Wellington — as gigantescas Linhas de Torres Vedras, a última barreira, audaciosa e imaginativa, contra os invasores...
Dinamização: Manuela Catarino
LOCAL: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
DURAÇÃO: 2 horas
PÚBLICO-ALVO: Adultos
INSCRIÇÕES/ CONTACTOS: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
tel. 261 310 457
biblioteca@cm-tvedras.pt
02/02/2010
Porquê El-Rei Junot de Raúl Brandão no contexto do Bicentenário da Guerra Peninsular?
Porquê este livro - "EL-REI JUNOT", de Raul Brandão (RB) - no contexto do Bicentenário da Guerra Peninsular?
Raul Brandão é um grande escritor da Língua Portuguesa. Em 1912 publicou este livro, que começara a escrever por ocasião do primeiro centenário das invasões francesas. Nele evoca uma das mais negras épocas históricas de Portugal e com uma forma de abordagem muito especial: não exalta o patriotismo face aos invasores, antes adopta uma perspectiva humanista em que vê a História como um palco onde os homens - todos os homens, sejam invasores sejam invadidos - se movem como títeres, vivendo na dor até ao destino inexorável da morte. "A história é dor, a verdadeira história é a dos gritos" - assim começa o livro.
Raul Brandão usa fontes históricas fidedignas e os dados que expõe não são inventados. Mas não está interessado em escrever um tratado de História, com o rigor do aparato usual nesse tipo de livros, com notas, bibliografia exaustiva, citações, etc. Mais do que escrever História, ele interpreta a História.
Maria de Fátima Marinho, especialista da obra de RB, diz-nos que ele tem uma visão metafísica da História, em que a vida e as opções humanas são encaradas como drama e tragédia.
Refere também que RB faz uma leitura simultaneamente interpretativa e factual dos acontecimentos históricos, em que parte do princípio que há duas Hstórias: uma oficial, registada; e outra escondida, subreptícia, que é talvez a mais importante.
Raul Brandão tenta descrever essa linha oculta dos acontecimentos, marcada pelas paixões humanas, pelos comportamentos ora dramáticos, ora grotescos dos seres humanos. O resultado é uma pintura impressionista de toda uma época - o início do séc XIX - vazada numa escrita colorida, visual, rigorosa e sugestiva. Não ficamos a saber muitos acontecimentos históricos, mas ficamos a perceber muito melhor a época em que eles ocorreram.
Joaquim Moedas Duarte
Raul Brandão é um grande escritor da Língua Portuguesa. Em 1912 publicou este livro, que começara a escrever por ocasião do primeiro centenário das invasões francesas. Nele evoca uma das mais negras épocas históricas de Portugal e com uma forma de abordagem muito especial: não exalta o patriotismo face aos invasores, antes adopta uma perspectiva humanista em que vê a História como um palco onde os homens - todos os homens, sejam invasores sejam invadidos - se movem como títeres, vivendo na dor até ao destino inexorável da morte. "A história é dor, a verdadeira história é a dos gritos" - assim começa o livro.
Raul Brandão usa fontes históricas fidedignas e os dados que expõe não são inventados. Mas não está interessado em escrever um tratado de História, com o rigor do aparato usual nesse tipo de livros, com notas, bibliografia exaustiva, citações, etc. Mais do que escrever História, ele interpreta a História.
Maria de Fátima Marinho, especialista da obra de RB, diz-nos que ele tem uma visão metafísica da História, em que a vida e as opções humanas são encaradas como drama e tragédia.
Refere também que RB faz uma leitura simultaneamente interpretativa e factual dos acontecimentos históricos, em que parte do princípio que há duas Hstórias: uma oficial, registada; e outra escondida, subreptícia, que é talvez a mais importante.
Raul Brandão tenta descrever essa linha oculta dos acontecimentos, marcada pelas paixões humanas, pelos comportamentos ora dramáticos, ora grotescos dos seres humanos. O resultado é uma pintura impressionista de toda uma época - o início do séc XIX - vazada numa escrita colorida, visual, rigorosa e sugestiva. Não ficamos a saber muitos acontecimentos históricos, mas ficamos a perceber muito melhor a época em que eles ocorreram.
Joaquim Moedas Duarte
29/01/2010
Joaquim Moedas Duarte e Pedro Fiéis - Notas Biográficas
Joaquim Moedas Duarte nasceu em Alpiarça a 8 de Outubro de 1947. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professor do Ensino Básico desde 1971. Presentemente aposentado. Coordenador da página literária Lugar Onde do jornal Badaladas desde 2002. Define-se como alguém que esteve ligado ao associativismo cultural e actualmente é presidente da Direcção da Associação para Divulgação e Defesa do Património de Torres Vedras.
Pedro Fiéis nasceu em Torres Vedras a 19 de Dezembro de 1974. Licenciado em História pela Universidade Lusíada de Lisboa.
Participou no estudo e reconstituição do Castro do Zambujal, em Torres Vedras. É professor do ensino básico e secundário desde 1998.
Pedro Fiéis nasceu em Torres Vedras a 19 de Dezembro de 1974. Licenciado em História pela Universidade Lusíada de Lisboa.
Participou no estudo e reconstituição do Castro do Zambujal, em Torres Vedras. É professor do ensino básico e secundário desde 1998.
21/01/2010
Sobre El-Rei Junot pelo prof. Joaquim Moedas Duarte
Raul Brandão está um pouco esquecido mas podemos dizer que ele é um existencialista avant la lettre, isto é, olhou o passado e o presente com uma perspectiva desencantada mas de um enorme humanismo, de uma tocante compaixão para com a natureza humana, a braços com a morte de Deus e à procura de um outro Deus. A sua visão do mundo tem algo de profético e encaixa-se perfeitamente nas interrogações do homem contemporâneo...
A escolha deste livro, no contexto da evocação da Guerra Peninsular, visa, julgo eu, dar uma perspectiva de análise diferente e mais profunda do que a mera descrição hstórica em que tantas vezes caímos.
A escolha deste livro, no contexto da evocação da Guerra Peninsular, visa, julgo eu, dar uma perspectiva de análise diferente e mais profunda do que a mera descrição hstórica em que tantas vezes caímos.
Sobre Raúl Brandão...
Para aceder a uma biografia completa sobre o autor do mês em destaque na Biblioteca (Sala de Adultos) e autor da obra escolhida para discussão na Comunidade de Leitores A Guerra Peninsular na Literatura, poderá fazê-lo aqui.
Imagem do Google Images
08/01/2010
05/01/2010
A Guerra Peninsular na Literatura
27 de JANEIRO de 2010
(4ª feira)
21h00
Ao lermos El-Rei Junot tem-se a impressão de estar diante de uma água-forte sombria onde o dramático e o grotesco são notas dominantes. Uma obra que oscila entre a epopeia e a farsa trágica, ou antes: uma epopeia que não chega a sê-lo, sempre gorada pela intromissão do grotesco e do mesquinho. A visão que o autor tem da época em que se situa o seu livro, das personagens, dos cenários, dos actos e das intenções é, pode dizer-se, uma verdadeira «análise espectral»: a decomposição desmistificada, antiromântica e anticonvencional do passado. Como que uma unha raspando a camada de verniz que pretendeu tornar brilhante e vistoso um cerne de má qualidade e apodrecido pelo tempo. Um prolongamento da sua visão pessimista e desenganada da humanidade incidindo sobre um determinado momento histórico do espaço português.
Na raiz desta visão pessimista da época em causa subjaz o inato pender negativista de Raul Brandão para encarar a vida e as opções humanas em termos de drama ou de tragédia. Sobre o autor do Húmus talvez se possa dizer, transferindo-o do plano biográfico ao plano literário, o que ele próprio afirmou de Camilo: «Onde o grande escritor põe a mão é tragédia certa». Também, como Camilo, Raul Brandão «só fala de desgraças», quer dizer, só lhe interessa o lado trágico ou dramático da vida. Mas aqui, nesta obra, o drama e tragédia são como que neutralizados pela pequenez, pela inferioridade, pela mesquinhes do ambiente em que se processam e, consequentemente, o drama transforma-se por vezes em comédia e a tragédia em farsa. Da comédia dramática ou de farsa trágica se poderá, por isso, sem grande arrojo de nomenclatura, rotular esta obra de Raul Brandão.
Dinamização: Joaquim Moedas Duarte e Pedro Fiéis
LOCAL: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
DURAÇÃO: 2 horasPÚBLICO-ALVO: Adultos
INSCRIÇÕES/ CONTACTOS: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
tel. 261310457
biblioteca@cm-tvedras.pt
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