18/03/2010

21 de Março - Dia Mundial da Poesia


Leva-me contigo - Post it's de Poesia

21 de Março é Dia Mundial da Poesia.

A partir de hoje, a Biblioteca Municipal oferece post it’s com poemas… procure-os e leve-os consigo.

Esperamos por si…

11/03/2010

Guerra Peninsular na literatura - A sombra da águia

24 Março 2010
(4ª feira)
21h00




A história de A sombra da águia é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis…


Dinamização: Venerando Aspra de Matos


LOCAL: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
DURAÇÃO: 2 horas
PÚBLICO-ALVO: Adultos
INSCRIÇÕES/ CONTACTOS: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
tel. 261 310 457
biblioteca@cm-tvedras.pt

08/03/2010

A fuga de Sharpe: a História na ficção

Bernard Cornwell procura a vastidão dos mares para escrever os seus romances. É o próprio que o assume, recusando entrevistas, apresentações públicas e outras formas de divulgação dos seus trabalhos. Durante cerca de seis meses, vai dando forma à vida dos personagens que convivem na sua imaginação.

Sharpe acompanha-o desde há muito. E, se os leitores portugueses, ao contrário dos demais, ainda não lhe conhecem todas as aventuras, vão descobrindo, uns atrás dos outros, cenários da História onde a presença de Mister Sharpe se encaixa subtil e intensamente.

No volume CAMPANHA DO BUÇACO. PORTUGAL 1810, mais uma vez entramos na aventura napoleónica em terras de Portugal. Massena e os seus homens preparam-se para cumprir as ordens de Napoleão: chegar a Lisboa. Mas as forças anglo-portuguesas estão de sobreaviso. Reorganizam-se. Preparam-se no mais estrito segredo as fortificações que a História passará a designar por "LINHAS DE TORRES VEDRAS". As populações procuram defender os seus bens, escondendo-os ou arrastando-os consigo, na infindável caminhada para lá das Linhas protectoras. Mas, na vida real, há sempre os heróis e os vilões. Tal como as personagens que nesta aventura se cruzam: Ferragus e seu irmão major Ferreira, traindo os interesse do reino em nome do proveito pessoal; o general Crawfurd, no alto da serra do Buçaco, comandando a Divisão de Ligeiros no meio da metralha incessante, apelando à vigança pelso ingleses mortos na Corunha; a preceptora inglesa Sarah, cuja vida se vê totalmente alterada pelos acontecimentos, e que acaba, coberta de lama, de mosquete na mão, a integrar um grupo de fugitivos; a portuguesa Joana, que pega em armas para garantir a sobrevivência num quotidiano repleto de perigos; e, sempre, Sharpe e o seu fiel harper, a ultrapassar todos os obstáculos, por mais difíceis que sejam.

Bernard Cornwell não nos desilude. Quando chegamos ao fim da aventura, ele coloca nas nossas mãos a possibilidade de entrar pela História. De conhecer mais. De confirmar a veracidade do que acabámos de ler. A "Nota Histórica" que finaliza o seu livro, é um novo ponto de partida. À nossa responsabilidade. Enquanto aguardamos que Sharpe e harper voltem a marchar.


por Manuela Catarino

24/02/2010

Correntes d'Escritas 2010

E o Prémio Literário Correntes d'Escritas/ Casino da Póvoa vai para...



«Falta muito?, perguntou Myra, no desvio do descampado deserto, agreste de árvores cinza na madrugada, rebanhos de ovelhas e bois com a cabeça descida à terra ocre, de fome, de sono.
Falta o que falta da tua história. E o Sr. Kleber sorriu.
Não tenhas medo, miúda. Em todas as histórias há sempre uma ponta do paraíso, um véu de clemência que estende uma ponta, fugaz que seja.»

«O céu estava baixo e muito escuro. Havia estrias roxas e verdes na distância mais clareada do horizonte e pareciam, céu e mar, uma única onda a levantar-se para cobrir a terra. Myra tirou os sapatos e as meias rotas e ficou parada a ver aquele assombro. Se corresse por ali adentro ninguém daria com ela nunca mais, nem no país dali, nem em nenhum outro.»
(excertos)

Este livro contém um caderno de ilustrações de Ilda David.


Finalista juntamente com A Eternidade e o Desejo de Inês Pedrosa, A Mão Esquerda de Deus de Pedro Almeida Vieira, A Sala Magenta de Mário de Carvalho, O apocalipse dos trabalhadores de valter hugo mãe, O Cónego de A. M. Pires Cabral, O Mundo de Juan José Millás, O verão selvagem dos teus olhos de Ana Teresa Pereira, Rakushisha de Adriana Lisboa e Três Lindas Cubanas de Gonzalo Celorio, Myra de Maria Velho da Costa foi eleito Prémio Literário Correntes d'Escritas/ Casino da Póvoa por um júri constituído por por Carlos Vaz Marques, Dulce Maria Cardoso, Fernando J.B. Martinho, Patrícia Reis, Vergílio Alberto Vieira.

Publicado em 2008, foi igualmente galardoado com o Prémio de Ficção/Narrativa Pen Clube e o Prémio Máxima de Literatura, em Outubro de 2009

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras tem um exemplar desta obra disponível para empréstimo.

19/02/2010

10/02/2010

Manuela Catarino - Nota Biográfica

Manuela Catarino nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1957. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestre em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Professora do Ensino Secundário, desde 1975, exerce funções na Escola Secundária com 3º Ciclo de Madeira Torres. Tem-se dedicado à investigação histórica, no âmbito da História Local, e também como membro do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa.

Guerra Peninsular na Literatura - 24 de Fevereiro


24 Fevereiro 2010
(4ª feira)
21h00


Corre o ano de 1810, Napoleão, na sua determinação de conquistar Portugal e empurrar os ingleses para o mar, depara-se com o capitão Richard Sharpe que luta bravamente perante várias dificuldades. Um perigo maior surge da parte de dois corruptos irmãos portugueses — o major Ferreira, oficial de alta patente do exército português e o irmão, alcunhado de Ferrabrás (segundo o lendário gigante português) que nada deve à respeitabilidade, preferindo fazer-se valer pela rude força física e pura intimidação. Ferrabrás jura vingança e trama uma armadilha para matar Sharpe e aqueles que lhe são próximos — o experiente sargento Harper, seu amigo, o oficial português Jorge Vicente e uma irritadiça, mas adorável governanta inglesa. Enquanto a cidade de Coimbra é incendiada e pilhada, Sharpe e os seus companheiros preparam uma fuga arrojada, assegurando-se de que Ferrabrás os seguirá no caminho para Lisboa, para a boca de uma cilada estendida por Wellington — as gigantescas Linhas de Torres Vedras, a última barreira, audaciosa e imaginativa, contra os invasores...


Dinamização: Manuela Catarino


LOCAL: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
DURAÇÃO: 2 horas
PÚBLICO-ALVO: Adultos
INSCRIÇÕES/ CONTACTOS: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
tel. 261 310 457
biblioteca@cm-tvedras.pt

02/02/2010

Porquê El-Rei Junot de Raúl Brandão no contexto do Bicentenário da Guerra Peninsular?

Porquê este livro - "EL-REI JUNOT", de Raul Brandão (RB) - no contexto do Bicentenário da Guerra Peninsular?


Raul Brandão é um grande escritor da Língua Portuguesa. Em 1912 publicou este livro, que começara a escrever por ocasião do primeiro centenário das invasões francesas. Nele evoca uma das mais negras épocas históricas de Portugal e com uma forma de abordagem muito especial: não exalta o patriotismo face aos invasores, antes adopta uma perspectiva humanista em que vê a História como um palco onde os homens - todos os homens, sejam invasores sejam invadidos - se movem como títeres, vivendo na dor até ao destino inexorável da morte. "A história é dor, a verdadeira história é a dos gritos" - assim começa o livro.

Raul Brandão usa fontes históricas fidedignas e os dados que expõe não são inventados. Mas não está interessado em escrever um tratado de História, com o rigor do aparato usual nesse tipo de livros, com notas, bibliografia exaustiva, citações, etc. Mais do que escrever História, ele interpreta a História.

Maria de Fátima Marinho, especialista da obra de RB, diz-nos que ele tem uma visão metafísica da História, em que a vida e as opções humanas são encaradas como drama e tragédia.

Refere também que RB faz uma leitura simultaneamente interpretativa e factual dos acontecimentos históricos, em que parte do princípio que há duas Hstórias: uma oficial, registada; e outra escondida, subreptícia, que é talvez a mais importante.

Raul Brandão tenta descrever essa linha oculta dos acontecimentos, marcada pelas paixões humanas, pelos comportamentos ora dramáticos, ora grotescos dos seres humanos. O resultado é uma pintura impressionista de toda uma época - o início do séc XIX - vazada numa escrita colorida, visual, rigorosa e sugestiva. Não ficamos a saber muitos acontecimentos históricos, mas ficamos a perceber muito melhor a época em que eles ocorreram.

Joaquim Moedas Duarte

29/01/2010

Joaquim Moedas Duarte e Pedro Fiéis - Notas Biográficas

Joaquim Moedas Duarte nasceu em Alpiarça a 8 de Outubro de 1947. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professor do Ensino Básico desde 1971. Presentemente aposentado. Coordenador da página literária Lugar Onde do jornal Badaladas desde 2002. Define-se como alguém que esteve ligado ao associativismo cultural e actualmente é presidente da Direcção da Associação para Divulgação e Defesa do Património de Torres Vedras.

Pedro Fiéis nasceu em Torres Vedras a 19 de Dezembro de 1974. Licenciado em História pela Universidade Lusíada de Lisboa.
Participou no estudo e reconstituição do Castro do Zambujal, em Torres Vedras. É professor do ensino básico e secundário desde 1998.