27/04/2010

Sessão de Maio



A data da sessão de Maio do Quintas com Livros sofreu uma alteração.

Em vez de se realizar no dia 13 de Maio, como já havia sido mencionado, será adiada para o dia 20 de Maio - 5ª feira.

O livro para discussão é Myra, de Maria velho da Costa.

Boas leituras!

Imagem Google Images

13/04/2010

É já na próxima Quinta que vamos debater o Livro...

15 Abril (5ª feira) | 21h00
Biblioteca Municipal de Torres Vedras


Sinopse
Ao princípio era o frio. Quem teve frio em pequeno, terá frio o resto da vida, porque o frio da infância não desaparece nunca.
Juan José Millás deslocou-se de Valência para Madrid com seis anos. Uma mudança que significou abandonar a luz e o calor do Mediterrâneo, para se instalar numa zona suburbana e obscura da capital, marco fundamental da sua vida.
A rua Canillas, naqueles tempos de casas baixas e escombros, é o cenário da infância e da adolescência de Millás, um cenário que transporta o leitor para o ambiente do pós-guerra, desvendando-se os segredos, as aventuras, os desejos e as esperanças do protagonista. Um amigo condenado a morrer, O primeiro amor, Um vizinho espião, O pai e a mãe, naquela rua tudo ganha uma dimensão diferente, as coisas adquirem uma qualidade mágica.
Onde acaba a memória e começa a ficção? Esta é a realidade de um mundo, transformada em universo literário, uma autobiografia ficcionada- um livro imprescindível, belo e assombroso sobre o inevitável ofício de crescer.


Juan José Millás - Biografia

Juan José Millás (Valência, 1946)
Cedo muda para Madrid onde passará a maior parte da sua vida. Frequentou o curso de Filosofia e Letras, que veio a abandonar, desiludido com as limitações franquistas, dedicando- se a uma carreira administrativa que lhe proporcionasse tempo para escrever. É autor de romances como A Desordem do teu Nome, Assim Era a Solidão, Duas Mulheres em Praga e Laura e Júlio, entre outras, que o consagraram como um dos grandes escritores da actualidade.
Desde as suas primeiras publicações, foi reconhecido pelo público e pela crítica, destacando-se os prémios Sésamo, Nadal e Primavera. A sua obra narrativa está traduzida em vinte e três línguas.
É já na maturidade que Juan José Millás se dedica ao jornalismo. Cronista regular do diário El País, autor de reportagens e artigos em vários jornais, a sua prosa jornalística, várias vezes premiada, criou tantos apaixonados como a sua literatura.

Numa escrita sempre psicanalítica e profunda, mas também viva na criação de ambientes, o autor criou uma obra ímpar, galardoada com o Prémio Planeta 2007 e o Prémio Nacional da Narrativa 2008. O Mundo chega agora aos leitores portugueses.



Informação reunida aqui

26/03/2010

No segundo trimestre de 2010, voltamos à Quinta... com Livros



Durante o primeiro trimestre de 2010 e no âmbito das Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres, foi promovida uma comunidade de leitores na Biblioteca Municipal de Torres Vedras dedicada ao tema A Guerra Peninsular na Literatura.

Passado este período, retomaremos em Abril a nossa Comunidade de Leitores Quintas com Livros.

Para os próximos três meses do ano, escolhemos para debate algumas das obras seleccionadas para o Prémio Literário Correntes d'Escritas/ Casino da Póvoa.

Eis as nossas sugestões:

15 de Abril
(5ª feira)


Dinamização: Goretti Cascalheira

***
13 de Maio
(5ª feira)

(Obra vencedora)

Dinamização: Isabel Raminhos

***
17 de Junho
(5ª feira)


Dinamização: Isabel Raminhos

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras tem exemplares destas obras disponíveis para empréstimo.

Boas leituras.

Até a próxima Quinta... Com livros!

A sombra da águia - uma outra forma de relatar a guerra


Anos mais tarde, depois da Rússia, de Leipzig e de Waterloo, em Santa Helena e quase a patinar, o Anão confiaria ao seu fiel companheiro de desterro, Les Cases, que em Sbodonovo a Virgem lhe tinha aparecido. Caso contrário, como é que se consegue explicar, Les Cases: um batalhão que nem sequer é francês e muda o rumo da batalha sovando os russos pela medida grande, ou seja passando pela pedra de amolar toda a bateria de artilharia com peças de doze e quatro ou cinco regimentos, príncipe Rudolfkovski incluído. Segundo os seus últimos biógrafos, o Ilustre fazia estas confidências enquanto cravava agulhas num bonequinho de cera que representava a efígie do seu carcereiro, Sir Hudson Lowe, o malvado inglês a quem o governo de Sua Majestade Britânica encarregou do exílio e da liquidação, naquela ilhota do Atlântico transformada em prisão, do homem que tinha passado vinte anos a jogar bowling com as coroas da Europa. Ali, nos longos serões do Inverno, rodeado pelos últimos fiéis, o Petit cabrão passava revista às lembranças gloriosas enquanto Les Cases e Bertrand bebiam Porto e tomavam notas para a posteridade...

Excerto do Cap. VIII - Confidências em Santa Helena, pág. 81, in Arturo Pérez-Reverte - A sombra da águia. Porto: Porto Editora, 2009. 120 p. ISBN 978-972-0-04515-7

23/03/2010

Venerando Aspra de Matos - Nota Biográfica

Venerando Aspra de Matos é professor de História da Escola Secundária Henriques Nogueira. Tem algumas obras publicadas sobre História Local e tem um mestrado em História Social Contemporânea do ISCTE.

18/03/2010

21 de Março - Dia Mundial da Poesia


Leva-me contigo - Post it's de Poesia

21 de Março é Dia Mundial da Poesia.

A partir de hoje, a Biblioteca Municipal oferece post it’s com poemas… procure-os e leve-os consigo.

Esperamos por si…

11/03/2010

Guerra Peninsular na literatura - A sombra da águia

24 Março 2010
(4ª feira)
21h00




A história de A sombra da águia é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis…


Dinamização: Venerando Aspra de Matos


LOCAL: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
DURAÇÃO: 2 horas
PÚBLICO-ALVO: Adultos
INSCRIÇÕES/ CONTACTOS: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
tel. 261 310 457
biblioteca@cm-tvedras.pt

08/03/2010

A fuga de Sharpe: a História na ficção

Bernard Cornwell procura a vastidão dos mares para escrever os seus romances. É o próprio que o assume, recusando entrevistas, apresentações públicas e outras formas de divulgação dos seus trabalhos. Durante cerca de seis meses, vai dando forma à vida dos personagens que convivem na sua imaginação.

Sharpe acompanha-o desde há muito. E, se os leitores portugueses, ao contrário dos demais, ainda não lhe conhecem todas as aventuras, vão descobrindo, uns atrás dos outros, cenários da História onde a presença de Mister Sharpe se encaixa subtil e intensamente.

No volume CAMPANHA DO BUÇACO. PORTUGAL 1810, mais uma vez entramos na aventura napoleónica em terras de Portugal. Massena e os seus homens preparam-se para cumprir as ordens de Napoleão: chegar a Lisboa. Mas as forças anglo-portuguesas estão de sobreaviso. Reorganizam-se. Preparam-se no mais estrito segredo as fortificações que a História passará a designar por "LINHAS DE TORRES VEDRAS". As populações procuram defender os seus bens, escondendo-os ou arrastando-os consigo, na infindável caminhada para lá das Linhas protectoras. Mas, na vida real, há sempre os heróis e os vilões. Tal como as personagens que nesta aventura se cruzam: Ferragus e seu irmão major Ferreira, traindo os interesse do reino em nome do proveito pessoal; o general Crawfurd, no alto da serra do Buçaco, comandando a Divisão de Ligeiros no meio da metralha incessante, apelando à vigança pelso ingleses mortos na Corunha; a preceptora inglesa Sarah, cuja vida se vê totalmente alterada pelos acontecimentos, e que acaba, coberta de lama, de mosquete na mão, a integrar um grupo de fugitivos; a portuguesa Joana, que pega em armas para garantir a sobrevivência num quotidiano repleto de perigos; e, sempre, Sharpe e o seu fiel harper, a ultrapassar todos os obstáculos, por mais difíceis que sejam.

Bernard Cornwell não nos desilude. Quando chegamos ao fim da aventura, ele coloca nas nossas mãos a possibilidade de entrar pela História. De conhecer mais. De confirmar a veracidade do que acabámos de ler. A "Nota Histórica" que finaliza o seu livro, é um novo ponto de partida. À nossa responsabilidade. Enquanto aguardamos que Sharpe e harper voltem a marchar.


por Manuela Catarino

24/02/2010

Correntes d'Escritas 2010

E o Prémio Literário Correntes d'Escritas/ Casino da Póvoa vai para...



«Falta muito?, perguntou Myra, no desvio do descampado deserto, agreste de árvores cinza na madrugada, rebanhos de ovelhas e bois com a cabeça descida à terra ocre, de fome, de sono.
Falta o que falta da tua história. E o Sr. Kleber sorriu.
Não tenhas medo, miúda. Em todas as histórias há sempre uma ponta do paraíso, um véu de clemência que estende uma ponta, fugaz que seja.»

«O céu estava baixo e muito escuro. Havia estrias roxas e verdes na distância mais clareada do horizonte e pareciam, céu e mar, uma única onda a levantar-se para cobrir a terra. Myra tirou os sapatos e as meias rotas e ficou parada a ver aquele assombro. Se corresse por ali adentro ninguém daria com ela nunca mais, nem no país dali, nem em nenhum outro.»
(excertos)

Este livro contém um caderno de ilustrações de Ilda David.


Finalista juntamente com A Eternidade e o Desejo de Inês Pedrosa, A Mão Esquerda de Deus de Pedro Almeida Vieira, A Sala Magenta de Mário de Carvalho, O apocalipse dos trabalhadores de valter hugo mãe, O Cónego de A. M. Pires Cabral, O Mundo de Juan José Millás, O verão selvagem dos teus olhos de Ana Teresa Pereira, Rakushisha de Adriana Lisboa e Três Lindas Cubanas de Gonzalo Celorio, Myra de Maria Velho da Costa foi eleito Prémio Literário Correntes d'Escritas/ Casino da Póvoa por um júri constituído por por Carlos Vaz Marques, Dulce Maria Cardoso, Fernando J.B. Martinho, Patrícia Reis, Vergílio Alberto Vieira.

Publicado em 2008, foi igualmente galardoado com o Prémio de Ficção/Narrativa Pen Clube e o Prémio Máxima de Literatura, em Outubro de 2009

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras tem um exemplar desta obra disponível para empréstimo.

19/02/2010