(...)
Hall-hall significa: rapariga.
Fuffa-ro significa: criança.
Furrou significa: pessoa.
Mamba significa: pássaro.
Morthana-huya significa: dia.
Ho-fakk significa: noite.
Sa-odo significa: o mar.
Fadi-fadi significa: chuva.
Huyera significa: neve.
Mah-mah significa: Verão.
Mah-mah huyera significa: Inverno.
Ka significa: fogo.
Faff-faff significa: padre.
Kondura significa: rei.
Tampa significa: roupa.
Umph Abba significa: a caixa de Hafdis.
Pupu significa: escuridão.
Ibo significa: dormir.
Aqui tens o "dicionário Abba": era assim que ela falava quando a encontrei.
(...)
Sjón - A raposa azul. Lisboa: Cavalo de Ferro, 2010. 107 p. ISBN 978-989-623-111-8
14/06/2011
Sjón
Sjón nasceu em Reiquiavique em 1962.
É autor de livros de poesia, romances, peças teatrais e livros infantis. Recebeu numerosos prémios literários incluindo o importante Nordic Council Literature Prize - o equivalente nórdico do Man Booker Prize - com «A raposa azul», e foi nomeado para um Óscar pela letra da banda sonora do filme Dancer in the Dark de Lars Von Trier.
Os seus livros estão traduzidos, com bastante sucesso de critica e de público, em 24 países.
21/05/2011
Em Junho...
16 de Junho (5ª feira) | 19h15
Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Sinopse:
O ano é 1883. A fria e irreal paisagem do Inverno islandês é o pano de fundo. Seguimos o padre, Baldur Skuggason, na sua perseguição à enigmática raposa azul. E no momento em que o padre prime o gatilho somos transportados para o mundo do naturalista Fridrik B. Fridriksson e da sua protegida, Abba, que sofre da síndrome de Down. Quando ela foi encontrada acorrentada às vigas de um navio naufragado em 1868, Fridrik fora casualmente em seu socorro. O destino de todas estas personagens está intrinsecamente ligado e, a pouco e pouco, de um modo surpreendente, é revelado neste fascinante romance que contrapõe à poética violência da natureza a barbaridade dos homens.
Dinamização: Isabel Raminhos
Público alvo: Adultos
20/04/2011
Páscoa Feliz
A Biblioteca Municipal de Torres Vedras deseja a todos os leitores uma PÁSCOA FELIZ... com livros!
Imagem retirada daqui
18/04/2011
Maio, mês das flores e de...
19 de Maio (5ª feira) | 19h15
Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Sinopse:
O princípio possível começa na Figueira da Foz, uma cidade que é uma espécie de décor, guardiã de memórias de Verão e outras vivências. Um miúdo apaixona-se na idade em que os sentimentos são voláteis e sem importância. O objecto do seu amor é uma rapariga difícil, esquiva e perturbada.
Há a morte da mãe dela, as tardes de praia no areal imenso, as idas a Buarcos, as festas do Casino.
E ainda um pai tímido e um tio criativo atrelado a um cão chamado Tejo. O amor não se desfaz com o tempo. O miúdo chega a rapaz e depois faz-se homem. Parte para Lisboa mas regressa sempre, como uma fatalidade. Espera que ela, a mulher que o obriga a parar no tempo, volte também à cidade, tome conta da sua herança e lhe dê outra vida.
Enquanto espera, acompanha o pai dela na doença, organiza papéis e pensamentos, vai a funerais, pendura um Canaletto precioso. Herda a casa que, em tempos, foi chão sagrado para ela; ela, que finge que não está.
Dinamização: Goretti Cascalheira
Público alvo: Adultos
07/04/2011
Livro
[Excerto de uma entrevista de Carlos Vaz Marques – revista Ler nº 95, Out. 2010]
(…)
O que nasceu primeiro: a história de emigração que é contada na primeira parte ou o jogo metaliterário da segunda?
Foi a emigração. Comecei por sentir que seria interessante escrever um romance que revisitasse esse período.
Nessa altura já sabia que ia chamar-lhe Livro?
Não. Foi logo depois. Aí, estamos a falar de uma pré-história do romance em que ainda não havia uma única palavra escrita. Porque a primeira frase do romance – “A mãe pousou o livro nas mãos do filho” – Foi efectivamente a primeira frase a ser escrita.
Já era claro, quando começou, que o livro se chamaria Livro.
Sim. E já era claro que iria ter essas duas partes, e já era claro que ria existir esse jogo.
O facto de os seus pais terem estado emigrados contribuiu para a decisão de tratar o tema da emigração?
Sim, contribuiu. Mas houve outras razões. Tinha uma ideia, também presente noutros romances meus, que é a de trabalhar a questão geracional. Parece-me que é uma forma de tratar a ideia do tempo. Nós vemos o tempo, em grande medida, pensando nos nossos pais e nos nossos filhos. A nossa referência somos nós próprios. É muito difícil falarmos no tempo em termos de séculos, quando sabemos que não chegamos a viver um século, normalmente.
(...)
Nota: Para ler esta entrevista na íntegra, procure a revista Ler na Biblioteca Municipal de Torres Vedras
25/03/2011
Em Abril...
14 de Abril (5ª feira) | 19h15
Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Sinopse:
Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade.
Dinamização: Goretti Cascalheira
Público alvo: Adultos
21/03/2011
Dia Mundial da Poesia
A um Poema
A meio deste inverno começaram
a cair folhas demais. Um excessivo
tom amarelado nas imagens.
Quando falei em imagem
ia falar de solo. Evitei o
imediato, a palavra mais cromática.
O desfolhar habitual das memórias é
agora mais geral e também mais súbito.
Mas falaria de árvores, de plátanos,
com relativa evidência. Maior
ou menor distância, ou chamar-lhe-ei
rigor evocativo, em nada diminui
sequer no poema a emoção abrupta.
Tão perturbada com a intensa mancha
colorida. Umas passadas hesitantes,
entre formas vulgares e tão diferentes.
A descrição distante. Sobretudo esta
alheada distância em relação a um Poema.
Fiama Hasse Pais Brandão, in "Nova Natureza"
A meio deste inverno começaram
a cair folhas demais. Um excessivo
tom amarelado nas imagens.
Quando falei em imagem
ia falar de solo. Evitei o
imediato, a palavra mais cromática.
O desfolhar habitual das memórias é
agora mais geral e também mais súbito.
Mas falaria de árvores, de plátanos,
com relativa evidência. Maior
ou menor distância, ou chamar-lhe-ei
rigor evocativo, em nada diminui
sequer no poema a emoção abrupta.
Tão perturbada com a intensa mancha
colorida. Umas passadas hesitantes,
entre formas vulgares e tão diferentes.
A descrição distante. Sobretudo esta
alheada distância em relação a um Poema.
Fiama Hasse Pais Brandão, in "Nova Natureza"
Calendário - 2º trimestre 2011
Eis a data e os respectivos livros seleccionados para as próximas três sessões:
14 de Abril
Livro, de José Luís Peixoto
19 de Maio
Antes de ser feliz, de Patrícia Reis
16 de Junho
A raposa azul, de Sjón
Sempre à quinta-feira!
14 de Abril
Livro, de José Luís Peixoto
19 de Maio
Antes de ser feliz, de Patrícia Reis
16 de Junho
A raposa azul, de Sjón
Sempre à quinta-feira!
Resultado da votação
Para o mês de Maio...
(9 votos)
Para o mês de Junho...
(8 votos)
Restantes sugestões...
(7 votos)
(3 votos)
(2 votos)
Obrigado a todos os participantes!
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